Como fazer a contabilidade para arquiteto

A contabilidade para arquiteto é uma das grandes dificuldades dessa carreira, especialmente para quem é um profissional liberal e autônomo.

A dificuldade nasce da falta de treino e conhecimento sobre o assunto. Afinal, o arquiteto não teve lições profundas de contabilidade na faculdade e não tem experiência para lidar com isso.

Todavia, é importante ter pelo menos algumas noções para lidar bem com a parte contábil do trabalho de arquitetura e não sofrer sanções da Receita Federal e nem ter prejuízos financeiros por fazer escolhas erradas.

Para entender o básico do assunto, siga a leitura deste artigo!

Por que é importante cuidar da contabilidade para arquiteto?

A contabilidade é uma área essencial para o funcionamento de qualquer empresa e comumente negligenciada por muitas das companhias do Brasil.

A razão para isso é compreensível: tanto as empresas como os profissionais liberais estão mais preocupados em executar os trabalhos que são pagos para fazer do que lidar com questões contábeis.

O problema é que a ausência de cuidado com a contabilidade pode jogar a empresa ou o profissional liberal na informalidade, o que causa prejuízo ou multas.

Além disso, uma empresa com a área contábil fora de ordem perde oportunidades incríveis para o seu crescimento ou de firmar parcerias com outras companhias. 

Por isso é importante que haja um cuidado com a área contábil para que ela fique, no mínimo, em ordem para não prejudicar o profissional ou a empresa.

Diferenças entre profissional liberal e escritórios

Nós falaremos várias vezes sobre “o escritório de arquitetura ou o profissional liberal”. A razão disso é simples: a contabilidade para arquiteto aceita os dois elementos, mas com diferenças sensíveis.

Isso significa que, na prática, alguns conceitos podem ser parecidos para o profissional liberal ou o escritório de arquitetura, mas que em outros aspectos são muito diferentes.

A primeira grande diferença é a formalização jurídica e contábil da atuação. Nesse caso, o escritório de arquitetura segue determinados padrões, enquanto o profissional liberal deve se orientar por outras diretrizes.

Daremos um exemplo:

O profissional liberal – o arquiteto autônomo -, que é contratado para prestar serviços para algum escritório, de consultoria ou para alguma empresa em específico, pode se organizar juridicamente da seguinte forma:

  • Profissional prestador de serviços autônomo (pessoa física);
  • Empresário individual (pessoa jurídica);
  • EIRELI (Empresário Individual de Responsabilidade Limitada, pessoa jurídica);
  • Sociedade Limitada (pessoa jurídica).

Vale lembrar que o arquiteto não pode se declarar como MEI, já que o sistema do Microempreendedor Individual não aceita profissões que já foram regulamentadas por outras leis ou normas.

Enquanto isso, o escritório de arquitetura se caracteriza como uma empresa e deve ser enquadrada de acordo com o seu faturamento:

  • Microempresa – faturamento anual de até R$ 360 mil;
  • EPP (Empresa de Pequeno Porte) – faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões.

Essas classificações determinam várias informações importantes, benefícios e outros detalhes sobre a atuação profissional tanto do arquiteto como do escritório.

Por isso, é importante começar a cuidar da contabilidade para arquiteto determinando corretamente o seu escopo de atuação.

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Fugir da informalidade

É comum que muitos escritórios ou profissionais liberais atuem de maneira informal, sem enquadrar corretamente seus serviços e nem pagar o imposto devido à Receita Federal.

Todavia, atuar dessa maneira não é o recomendado por muitos motivos. O mais óbvio deles é a vulnerabilidade a multas e sanções da Receita Federal que podem causar prejuízo.

Outro motivo, muito negligenciado, é a perda de oportunidades de crescimento ou expansão causada pela informalidade.

Imagine um arquiteto liberal que não se enquadra corretamente. Ele não pode declarar seus ganhos no Imposto de Renda e, portanto, fica sem poder obter crédito e financiamento para comprar um apartamento, carro novo ou viajar para o exterior, por exemplo.

O mesmo acontece com os escritórios, que ficam sem poder acessar opções de crédito para investir em novos equipamentos ou outros recursos.

Cuide do financeiro

Todos sabem que arquiteto não é contador, assim como fisioterapeuta também não, nem o pessoal da academia ou da clínica de estética.

Todavia, todos eles precisam lidar com os elementos contábeis e financeiros pelo fato de ter um negócio ou atuar de maneira autônoma no mercado.

Recomendamos que dê especial atenção ao setor financeiro do escritório ou da sua atuação liberal, controle o fluxo de caixa, anote todos os gastos e guarde recibos.

Organize o fluxo financeiro para perder muito menos tempo na declaração tributária e resolver sua vida contábil mais rapidamente.

Contrate ajuda

Caso você não saiba como cuidar dos elementos contábeis, não hesite em contratar ajuda para lidar com essa tarefa.

Vale lembrar que, do ponto de vista econômico, vale mais a pena terceirizar o seu setor contábil do que contratar um profissional exclusivamente para lidar com isso.

Para fazer a escolha certa e não ter de lidar com problemas depois (nem gastar muito com essa área), recomendamos buscar por um escritório de consultoria contábil que seja especializado no assunto e ofereça as ferramentas que você precisa.

 

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