Contabilidade para advogados: 6 erros que podem colocar tudo a perder

Conheça os principais erros de contabilidade para advogados

A importância da contabilidade para advogados não pode ser menosprezada. No entanto, é comum que muitos profissionais da área tentem cumprir suas responsabilidades contábeis sem o apoio de alguém especializado.

Por causa disso, é também muito frequente que advogados cometam alguns erros contábeis importantes, o que acaba custando dinheiro e produtividade em curto, médio e longo prazo.

Quer saber que erros são esses e como evitá-los? Então siga a leitura até o fim.

1. Não escolher o regime tributário correto

Um dos erros de contabilidade mais comuns é não optar pelo regime tributário correto. Isso é verdadeiro, não só para os advogados, como para qualquer outra área de atuação também.

Muitos profissionais jurídicos tentam ser MEI ou buscam por maneiras de se encaixarem nesse regime tributário, mas isso não é permitido, ou seja: o advogado não pode ser MEI.

O melhor regime tributário atualmente para um advogado é o Simples Nacional. Ele pode ser alcançado através da criação de uma EIRELI, que é uma Empresa Individual de Responsabilidade Limitada.

Nesse caso, o advogado pode atuar até um limite de 100 salários mínimos por ano, o que seria algo como R$ 100 mil atualmente.

Não se formalizar em nenhum regime tributário também é um problema enorme.

Além de todas as complicações jurídicas, ainda é desvantajoso do ponto de vista contábil já que, como autônomo, o advogado pagará 20% de INSS por mês, 22,5% de IR no seu pró-labore e de 42,5% a 50% de tributação geral.

Já como empresa, no Simples Nacional, esses valores caem para 11% sobre o pró-labore, isenção no IR dependendo do valor do pró-labore e 16,85% máximos de impostos gerais.

Concluímos que, economicamente,  é muito melhor escolher o regime tributário correto do que ficar como autônomo.

2. Não fazer a escrituração contábil

A escrituração contábil é um importante processo que é negligenciado por muitas empresas e profissionais liberais.

Ela consiste no registro de todas as movimentações financeiras feitas pelo negócio, independentemente do seu tamanho. Se o advogado pagar R$ 0,10 em uma fotocópia, deve registrar esse valor.

Isso serve para deixar as finanças mais organizadas e evitar perdas financeiras quando for controlar o fluxo de dinheiro no escritório.

3. Não tomar cuidado com a folha de pagamentos

Normalmente, um advogado trabalha por conta própria, no entanto, conforme cresce na sua profissão, começa a contratar alguns colaboradores, como secretárias e assistentes.

Nessa hora, o escritório cresce e passa a ter uma responsabilidade que antes não existia: a folha de pagamentos.

Entretanto, se não houver cuidado com essa nova realidade, o escritório pode começar a ter custos desnecessários e enfrentar problemas financeiros.

4. Não separar as finanças do escritório e pessoais

Um erro clássico da contabilidade para advogados, mas também para outros profissionais liberais, é não separar as finanças pessoais e corporativas, ou seja, não possuir uma conta para o “advogado” e outra para o “civil”.

Isso causa uma confusão financeira enorme e impede que se saiba o quão lucrativo realmente é a sua atividade profissional e quais as perspectivas de crescimento.

Uma maneira fácil de corrigir o problema é inserir um pró-labore aceitável para os seus custos pessoais e, a partir daí, abrir uma conta apenas para a atividade profissional.

5. Não registrar todas as movimentações importantes

De acordo com o artigo 63 da Resolução CGSN nº 140/2018, a contabilidade para advogados no Simples Nacional pede 6 livros contábeis. São eles:

  • Livro Caixa;
  • Livro Registro de Inventário;
  • Livro Registro de Entradas;
  • Livro Registro dos Serviços Prestados;
  • Livro Registro de Serviços Tomados;
  • Livro Registro de Entrada e Saída de Selo de Controle.

Parece muito, mas é o necessário para estar formalizado perante a regulamentação atual para a área.

6. Não guardar os registros pelo tempo determinado

Além de entregar todos os livros acima, a contabilidade para advogados ainda pede que eles e outros documentos importantes sejam arquivados por um determinado período de tempo, caso haja alguma necessidade tributária ou jurídica.

Nesse caso, o advogado deverá guardar os seguintes documentos pelo seguinte prazo:

  • Contas de consumo: 90 dias;
  • Extratos Bancários: 5 anos;
  • Contratação de empregados: 20 anos;
  • Pagamento de aluguel do escritório: 3 anos;
  • Impostos e recolhimentos: 5 anos.

Como evitar cometer esses erros de contabilidade para advogados?

Como pudemos observar, são vários os erros de contabilidade para advogados. É verdade que muitos deles são cometidos por outros profissionais também, mas isso não exclui o fato de que eles atingem o setor jurídico.

Existe uma maneira de evitar cometê-los na sua operação profissional? Claro que sim!

O primeiro passo é, claro, estudar e conhecer quais são os erros mais comuns cometidos pelos profissionais da área. Assim, você pode começar a elaborar estratégias para preveni-los na sua própria vida.

O segundo passo é contratar alguém para cuidar do seu setor contábil. Isso é importante pois evita o cometimento de erros, já que as tarefas estarão sob os cuidados de alguém especializado no assunto.

Além disso, deixar para alguém cuidar do seu setor contábil garante o aumento da sua produtividade. Pois é: se você gasta, hoje, 4 horas semanais para cuidar das tarefas referentes ao setor, poderá usar esse tempo para pegar mais casos, descansar ou se aperfeiçoar.

Como deu pra constatar, todo mundo comete erros de contabilidade para advogados, mas não é preciso mantê-los na sua rotina profissional.

Diante dessa realidade, não deixe de entrar em contato com a gente para saber como podemos ajudá-lo a ter uma vida contábil organizada e tranquila!

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