O que muda no Simples Nacional com a Reforma Tributária?
O Simples Nacional e Reforma Tributária formam uma combinação que exige atenção imediata de micro e pequenas empresas. A Reforma chegou com promessa de simplificação — mas, para quem está no Simples Nacional, ela traz uma decisão importante que precisa de formalização até setembro de 2026. Portanto, entender o que muda e quando agir é indispensável.
Segundo o Sebrae (2024), mais de 19 milhões de empresas operam no Simples Nacional no Brasil. Visto que todas elas precisarão tomar uma decisão tributária estratégica antes de setembro de 2026, o impacto do Simples Nacional e Reforma Tributária é amplo e imediato.
O que muda no Simples Nacional com a Reforma Tributária
A EC nº 132/2023, regulamentada pela LC nº 214/2025, criou dois novos tributos: o CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal). Eles substituirão gradualmente o PIS, o Cofins, o ICMS e o ISS até 2033. Portanto, para empresas no Simples Nacional, 2026 ainda é ano de adaptação — mas o prazo para decidir o que acontece a partir de 2027 vence ainda neste ano.
Em 2026, as alíquotas de CBS e IBS são simbólicas para a maioria das empresas e não representam cobrança efetiva. Contudo, a decisão sobre como recolher esses tributos a partir de 2027 precisa acontecer antes do início do ano. Portanto, setembro de 2026 é o mês mais decisivo do calendário tributário das pequenas empresas nesse ciclo da Reforma.
Como explica Renato Ramos, sócio da RR Soluções Contabilidade: “A maioria das empresas ainda não sabe que o prazo mudou e que tem duas opções diferentes de regime para escolher em setembro. Visto que essa decisão define a competitividade da empresa em 2027, agir com antecedência é o que separa quem planeja de quem improvisa.”
Os dois caminhos do Simples Nacional com a Reforma Tributária a partir de 2027
Com a entrada plena do IBS e da CBS a partir de 2027, os optantes do Simples Nacional terão duas formas de recolher esses tributos. Portanto, entender a diferença entre os dois caminhos é o ponto de partida para qualquer decisão.
Caminho 1: tudo dentro do DAS
Nesse modelo, o IBS e a CBS entram na guia única do Simples Nacional, sem nenhuma mudança operacional. É o caminho mais simples do ponto de vista burocrático. Contudo, esse regime não gera créditos de IBS e CBS para clientes pessoa jurídica. Portanto, para empresas que atendem outras empresas do Lucro Real ou Presumido, essa opção pode reduzir a competitividade comercial a partir de 2027.
Caminho 2: Simples Nacional Híbrido
No regime híbrido, a empresa mantém o Simples para os demais tributos e recolhe o IBS e a CBS por fora do DAS, seguindo as regras do regime geral. Portanto, esse modelo gera crédito integral para clientes B2B — o que pode ser um argumento comercial decisivo em contratos com grandes compradores. Contudo, implica mais complexidade operacional e custo contábil adicional.
| Critério | Tudo no DAS | Simples Híbrido |
| Complexidade operacional | Baixa — guia única | Alta — DAS + apuração separada de IBS/CBS |
| Crédito gerado para o cliente PJ | Crédito reduzido | Crédito integral |
| Custo tributário direto | Menor | Maior — mas compensado pelo crédito gerado |
| Perfil mais beneficiado | Empresas B2C e pequenos fornecedores | Empresas B2B com clientes do Lucro Real/Presumido |
Por que o prazo de setembro de 2026 é tão importante para o Simples Nacional e Reforma Tributária
A LC 214/2025 mudou o prazo de adesão ao Simples Nacional. Antes, a opção acontecia até o último dia de janeiro. Agora, o prazo é o último dia útil de setembro do ano anterior. Portanto, quem precisa estar no Simples ou optar pelo regime híbrido para 2027 tem até setembro de 2026 para formalizar a decisão.
Quem não fizer nada permanece automaticamente no Simples com IBS e CBS dentro do DAS. Pode ser a escolha certa — mas pode não ser. Além disso, o sistema não envia aviso quando o prazo fecha. Visto que a decisão é irretratável após novembro de 2026, agir antes do prazo é a única forma de garantir a opção mais vantajosa.
Por exemplo: uma empresa de serviços B2B que atende clientes corporativos do Lucro Real e não optar pelo Simples Híbrido em setembro vai operar o primeiro semestre de 2027 gerando crédito reduzido para os clientes. A próxima janela para o Simples Híbrido só abre em março de 2027, com efeito apenas a partir de julho. Portanto, o custo da inércia é seis meses de desvantagem competitiva real.
Simples Nacional Híbrido e Reforma Tributária: para quem faz sentido
A decisão entre DAS unificado e Simples Híbrido depende do perfil de clientes e da cadeia de fornecedores. Portanto, não existe resposta genérica — a análise precisa ser personalizada com base nos dados reais de cada empresa.
Empresa B2C — vende para o consumidor final
Restaurantes, salões, varejo e prestadores de serviço para pessoas físicas se enquadram nesse perfil. Visto que clientes finais não aproveitam créditos tributários, gerar crédito integral de IBS e CBS não agrega valor comercial. Portanto, para esse perfil, manter tudo no DAS costuma ser a opção mais simples e mais barata.
Empresa B2B — vende para outras empresas
Fornecedores, prestadores corporativos e distribuidores que atendem clientes do Lucro Real ou Presumido se encaixam nesse perfil. Além disso, clientes corporativos vão preferir fornecedores que geram crédito integral de IBS e CBS, pois isso reduz o custo efetivo da compra para eles. Portanto, para esse perfil, avaliar o Simples Híbrido antes de setembro é uma decisão estratégica com impacto direto nas vendas.
Calendário do Simples Nacional e Reforma Tributária: datas que você precisa conhecer
Visto que o impacto do Simples Nacional e Reforma Tributária se distribui ao longo de vários anos, acompanhar o calendário com antecedência é indispensável. Portanto, veja abaixo as datas mais relevantes para quem está no Simples Nacional:
| Período | O que acontece |
| 1 a 30/09/2026 | Prazo para opção pelo Simples Nacional 2027 e pelo Simples Híbrido (1º semestre) |
| Até 30/11/2026 | Prazo para cancelar a opção de setembro (irretratável após essa data) |
| Até 31/12/2026 | Prazo para comunicar exclusão voluntária do Simples para 2027 |
| 01/01/2027 | CBS substitui PIS e Cofins. IBS entra em vigor pleno. Opções de setembro entram em efeito. |
| Março de 2027 | Segunda janela para Simples Híbrido — efeito apenas a partir de julho/2027 |
| Até 2033 | Transição completa ao IVA Dual. Extinção gradual de ICMS e ISS. |
O que fazer antes de setembro de 2026 diante do Simples Nacional e Reforma Tributária
A preparação para o prazo de setembro começa agora. Portanto, cinco ações práticas fazem a diferença entre chegar ao prazo com clareza e chegar com improviso:
Primeiro, mapeie quem são os clientes: pessoas físicas ou jurídicas. Em seguida, analise o perfil de fornecedores e insumos da operação. Além disso, simule cenários com e sem o regime híbrido com base nos dados reais do negócio. Portanto, avalie o impacto na competitividade B2B a partir de 2027 e formalize a escolha dentro do prazo, com apoio do contador.
Visto que a decisão tem efeito a partir de janeiro de 2027 e é irretratável após novembro de 2026, cada mês de inércia é um mês a menos para fazer a análise com calma e dados suficientes. Portanto, agir agora é sempre mais barato do que agir na véspera do prazo.
Como a RR Soluções ajuda sua empresa no Simples Nacional e Reforma Tributária
A RR Soluções Contabilidade realiza o diagnóstico completo do impacto do Simples Nacional e Reforma Tributária em cada empresa: mapeamento de clientes, simulação comparativa entre DAS unificado e Simples Híbrido e análise do impacto do IBS e da CBS no custo tributário real do negócio. Portanto, o empresário chega a setembro com números concretos e decisão tomada — não com dúvidas.
Além disso, a equipe acompanha as atualizações regulatórias ao longo de todo o processo de transição, garantindo que o planejamento tributário esteja sempre alinhado com as regras mais recentes. Visto que setembro de 2026 é um prazo único e irretratável, contar com suporte especializado desde agora é a forma mais segura de evitar arrependimentos.
Conclusão: o Simples Nacional e Reforma Tributária exigem decisão antes de setembro
O Simples Nacional e Reforma Tributária colocam uma decisão estratégica na mesa de todo empresário brasileiro antes de setembro de 2026. Portanto, entender os dois caminhos disponíveis, mapear o perfil de clientes e simular os cenários com antecedência é o que garante a melhor escolha.
Além disso, quem age agora tem tempo de fazer a análise com calma, comunicar mudanças aos clientes e ajustar processos antes da virada de 2027. Visto que a janela de setembro não se repete, a empresa que chegar preparada vai escolher com inteligência — e a que chegar sem simulação vai escolher com sorte.
Portanto, se você ainda tem dúvidas sobre o Simples Nacional e Reforma Tributária, fale com a RR Soluções Contabilidade e descubra o melhor caminho para sua empresa antes de setembro.


